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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A importância do Espírito Santo

A importância do Espírito Santo
Olá meus amigos
Que a Paz do Senhor Jesus envolva sua vida neste momento…
O Espírito Santo é muito importante na vida do cristão, pois Ele é o único que pode nos ensinar como deve ser nosso proceder diante do Senhor. Em Lc. 12:12 está escrito “Porque o Espírito Santo vos ensinará, naquela mesma hora, as coisas que deveis dizer.”. O Espírito Santo está disposto a nos ensinar, se estivermos dispostos a aprender! Para isso, precisamos estudar a Palavra de Deus, onde, a partir de então, o Espírito Santo trará as verdades de Deus às nossas mentes, ajudando-nos a apresentá-las aos outros de maneira eficaz. O Espírito Santo é um grande ajudador na hora da evangelização, pois somente Ele pode convencer o pecador do pecado, da justiça e do juízo (Jo. 16:8).
Deus é único. No entanto, Ele se manifesta de várias formas. Como Deus Pai, Ele manisfesta seu poder e glória, do qual torna-se digno de ser adorado, glorificado, magnificado e exaltado. Como Deus Filho, manifesta sua majestade, o Senhor da glória, a quem até os anjos devem considerar. E como Deus Espírito Santo, manifesta seu íntimo, tornando-nos conhecedores da intimidade de Deus, onde descobrimos que o Espírito Santo tem capacidade de sentir emoções humanas – dor, tristeza e angústia, com uma intensidade que Ele só conhece.
Se você imagina o Espírito Santo como uma força ativa ou impessoal, você está bastante enganado! Não sou defensor de nenhuma instituição religiosa, mas se a sua prega que o Espírito Santo é apenas uma força espiritual ou só poder de Deus, lhe aconselho a afastar-se dela e procurar uma que lhe apresente o Espírito Santo de verdade. O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade, e é detentor de vontades, inteligência, afeto; sendo capaz de ensinar. Também é responsável em transmitir o poder do Pai sobre nossas vidas.
Por o Espírito Santo possuir vontade, Ele pode, se O permitirmos, interferir em nossas decisões, tornando-nos conhecedores da Soberana vontade do Senhor sobre nós. Como sei que existem pessoas que não acreditam na vontade própria do Espírito Santo, a prova está em At. 16:6-7, onde a Bíblia relata que o Espírito Santo não permitiu que o apóstolo Paulo pregasse na Ásia e nem prosseguisse a sua viagem à Bitínia. O Espírito Santo nos dirige aos lugares corretos, mas também nos desvia dos errados. E não se esqueça que os dons quem dá é o Espírito Santo conforme a vontade dEle, como está escrito em 1Co. 12:11. Nós somos responsáveis por usar e aprimorar nossos dons, mas não podemos receber nenhum mérito por aquilo que o Espírito Santo nos deu gratuitamente.
A Bíblia relata em Jz. 3:10, que o Espírito do Senhor veio sobre os juízes que julgavam Israel naquele momento. Isto demonstrava um temporário e espontâneo aumento de força física, espiritual ou mental. Era um fato extraordinário e sobrenatural com a finalidade de preparar alguém para uma tarefa especial. O Espírito Santo está disponível para todos os cristãos hoje. Ele está disposto a nos ajudar a enfrentar nossos problemas diários, bem como os grandes desafios da vida.
Sei que você já meditou no que está escrito em Lc. 11: 24-26. Nessa passagem, Jesus ilustrou uma infeliz tendência humana, que é o desejo que temos em corrigir nossa vida com base no nosso próprio entendimento, fazendo com que a nossa transformação seja passageira. Não é o bastante estarmos “vazios” em relação ao mal, devemos estar cheios do poder do Espírito Santo, para que Ele realize o propósito de Deus em nossa vida. Devemos preencher nossa vida com a Palavra de Deus e com o Espírito Santo! O resultado final da obra do Espírito Santo em nossa vida é a profunda e duradoura paz.
Você sabia que o Espírito Santo nos ajuda a adorar o Pai de forma verdadeira? Primeiro, Ele ora por nós, conforme está escrito em Rm. 8:26. Como cristão, você não depende de seus recursos para lidar com os problemas. Mesmo quando não souber as palavras certas, o Espírito Santo ora com e por você, e Deus responde. Com o Espírito Santo o ajudando a orar, você não precisa ter receio de aproximar-se de Deus. Peça ao Espírito Santo para interceder por você segundo a vontade de Deus. Confie nEle, pois Ele sempre faz o melhor! Segundo, Ele nos ensina as palavras de Cristo, conforme está escrito em Jo. 14:26. À medida que estudamos a Bíblia, podemos confiar que o Espírito Santo plantará a verdade em nossa mente, convencer-nos-á da vontade de Deus e nos alertará nas ocasiões em que nos desviarmos do caminho correto. E por último, Ele nos garante que somos amados, derramando o amor de Deus em nossos corações (Rm. 5:5).
Você já parou para pensar no poder do Espírito Santo? Ou no porquê de tal poder não fazer parte da sua vida? O poder do Espírito Santo não é limitado a uma força superior ao que é considerado comum. Tal poder envolve coragem, ousadia, confiança, perspicácia, habilidade e autoridade. Deus tem um trabalho importante para que cada um de nós realizemos para Ele, mas devemos fazê-lo pelo poder do Espírito.
O Espírito Santo marca o início da experiência cristã. Não podemos ser cristãos sem o Espírito de Deus, nem é possível nos unir a Cristo sem o seu Espírito, tampouco podemos ser adotados como filhos de Deus e fazer parte do corpo de Cristo sem ter o Espírito Santo. Através do seu poder, o Espírito Santo inicia um processo vitalício de mudança em nossa vida, fazendo com que nos tornemos mais parecidos com Cristo. E, quando recebemos a Cristo pela fé, começamos a ter imediatamente um relacionamento pessoal com Deus. O Espírito Santo também une o corpo de Cristo, a sua Igreja, quebrando toda diferença ideológica existente. A comunhão com o Amigo Espírito Santo pode ser vivenciada por todos, pois Ele trabalha por intermédio de todos.
A partir do momento em que o Espírito Santo age em nossa vida, produzimos o seu fruto. O fruto do Espírito é a obra espontânea do Espírito Santo dentro de nós. Ele é dividido em nove fatias, que são: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e domínio próprio. O Espírito Santo produz certos traços de caráter que são encontrados na natureza de Cristo. São os subprodutos de seu controle sobre a nossa vida. Lembre-se: não conseguiremos obtê-los se tentarmos alcançá-los sem Sua ajuda. Se quisermos que o fruto do Espírito cresça em nós, devemos unir nossa vida à dEle. Devemos conhecê-lo, amá-lo, lembrá-lo e imitá-lo. Como resultado, cumpriremos os mandamentos de Jesus: amar a Deus e ao nossos semelhantes. Agora PARE, PENSE E REFLITA: Quais dessas qualidades encontradas nas nove fatias do fruto do Espírito, você gostaria que o Espírito Santo produzisse em você?
Fiquem na Paz do Senhor…
Por Irmão Charles, do Blog Congregação Macedônia
http://www.congregacaomacedonia.tk

Nos 95 anos de Billy Graham, projeto Minha Esperança planeja a maior ação evangelística já feita

Nos 95 anos de Billy Graham, projeto Minha Esperança planeja a maior ação evangelística já feita
O evangelista Billy Graham e a equipe de seu ministério planejam uma ação de evangelismo durante o ano de 2013, e pretendem fazer com que essa edição do “Minha Esperança” seja reconhecida como o maior evento evangelístico já realizado nos Estados Unidos.
A ideia do ministério Billy Graham é utilizar a tecnologia de forma a ampliar o alcance do sermão que será pregado por Billy Graham no dia 07/11/2013, dia de seu aniversário de 95 anos.
Devido à sua avançada idade, comenta-se que essa poderá ser a última participação de Billy Graham no Minha Esperança: “Dada a idade de Billy Graham, esta pode ser a sua última chamada para a América. Só Deus sabe, mas temos de olhar para ele com essa medida de cautela, no sentido de escutarmos atentamente o que ele acredita, a mensagem de que a América precisa ouvir e responder, em 2013”, afirmou Preston Parrish, vice-presidente da BGEA (sigla em inglês para Associação Evangelística Billy Graham).
A data, embora simbólica, foi escolhida por estar distante, e permitir que tanto o ministério do evangelista, quanto as igrejas dos cinquenta estados norte-americanos, e demais denominações em todo o mundo, se preparem em termos técnicos e de propagação evangelística, de acordo com informações do The Christian Post.
A ideia da BGEA é que a ministração, diferentemente de outras vezes, quando Graham lotou estádios em todo o mundo, aconteça através da internet, com disponibilidade a qualquer pessoa, através de computadores, tablets e smartphones: “Entre hoje e o próximo verão, a BGEA pretende capacitar-se no sentido de compartilhar a fé em toda a América do Norte. A formação para o Minha Esperança com Billy Graham, em grande medida acontecerá de duas maneiras – quer on-line no site da Minha Esperança ou por intermédio de pastores comprometidos com o projeto. Muitas outras logísticas sobre como envolver os 50 estados ainda estão sendo estabelecidos”, esclareceu Parrish.
Redação Gospel+

Igreja perseguida: adolescente cristã é sequestrada, violentada sexualmente e obrigada a se casar com muçulmano

Igreja perseguida: adolescente cristã é sequestrada, violentada sexualmente e obrigada a se casar com muçulmano
Mais um caso de violência contra cristãos no Oriente Médio, desta vez, uma adolescente cristã foi sequestrada, violentada sexualmente e obrigada a se casar com um muçulmano. A barbárie aconteceu no Paquistão, na cidade de Chunian, há aproximadamente um mês, a garota ainda foi obrigada a assinar um documento declarando que se convertera à religião islâmica.
Segundo informações da família da jovem, cujo irmão é pastor evangélico, ela ainda é menor de idade. No Paquistão, por lei, não é permitido o casamento de mulheres menores de idade, porém, de acordo com declarações dos cristãos locais “a família do sequestrador é rica, poderosa, e ignoram a lei”.
Apesar de a polícia paquistanesa ter recebido a denúncia do crime não foi realizada investigação para averiguar o ocorrido, mas, deliberadamente apresentaram ao tribunal um relatório certificando que a adolescente é muçulmana e casou legalmente.
O presidente da Associação Evangélica de Desenvolvimento Jurídico, Mustaq Pastor Gill, revelou que este tipo de prática, o de conversão forçada, é bastante comum no Paquistão, e que as minorias religiosas, como as cristãs, principalmente localizadas nas zonas rurais são os principais alvos dos muçulmanos. Ainda segundo Pastor Gill, ocorrem aproximadamente mil casos por ano em todo o país.
Redação Gospel+

Cristãos locais alegam que as enfermeiras foram envenenadas por causa de sua fé


Cristãos locais alegam que as enfermeiras foram envenenadas por causa de sua fé
 
Oito enfermeiras cristãs, estagiárias do Hospital Civil, foram atendidas no hospital em estado grave depois de beberem chá envenenado na pensão em que vivem, na noite de domingo (29)
 
Os cristãos locais alegam que as enfermeiras foram deliberadamente envenenadas por causa de sua fé e pediram uma investigação sobre o incidente. Na coletiva de imprensa na Karachi Press Club, os cristãos ativistas sociais afirmaram que a administração do hospital estava escondendo os fatos.
 
Mas a  diretora da pensão, Nasreen Gill, disse que o chá tinha sido preparado pelas próprias meninas. "Enviamos as amostras do 'chá envenenado' para o Hospital Aga Khan e um relatório de toxicologia estará disponível o quanto antes", disse ela.
 
O diretor do Hospital Civil, professor Saeed Qureshi, também descartou o envolvimento de alguém da pousada no incidente. "Elas preparam o chá, como pode alguém estar envolvido nisso", disse ele.
 
Ele disse que o hospital havia registrado o caso na Delegacia de Polícia de Eidgah. De acordo com uma das enfermeiras afetadas, uma de suas colegas tinha feito o chá e imediatamente após tê-lo ingerido, passou mal.
 
Elas foram levadas para a emergência do Hospital Civil e encaminhadas para casa após o atendimento. Mas passaram mal na manhã seguinte e tiveram que retornar ao hospital.
Palavras Chave:

Agostinho de Hipona


Agostinho de Hipona
Possivelmente você pode estar pensando o seguinte: Agostinho não era um “santo católico”? Nos vamos estudar a vida de santos agora? Não. Fique tranqüilo. Porém, há que se perceber que, antes de Lutero afixar as 95 teses contra a venda de indulgências, muita gente morreu por não aceitar os erros da Igreja Católica Apostólica Romana.
Agostinho não morreu martirizado, porém, desenvolveu a Doutrina da Graça de modo tão Bíblico que Calvino o abraçou.
Sendo assim, vamos estudar a vida deste servo de Deus e, como os reformadores fizeram, aproveitar de seus ensinos o que tem respaldo bíblico.
A origem
Agostinho nasceu em 13 de novembro de 354, em Tagasta, na África (hoje Argélia) e faleceu em 28 de agosto de 430 em Hipona. Foi um dos maiores pensadores da Igreja. Era filho de Patrício, homem de recursos, pagão, mundano, mas que se converteu nos últimos  anos de sua vida e de Mônica, cristã que sempre manteve esperanças em relação ao filho, embora Agostinho tenha vivido sensual e desregradamente até os 32 anos, quando ocorreu sua conversão. Fez os estudos secundários em Madauro e estudou retórica em Cartago.
Agostinho foi um aluno brilhante e capaz em Literatura, línguas e retórica (a arte do bem falar). Aos 17 anos ingressou na fase da imoralidade, teve uma amante, e com ela um filho chamado Deodato. Foi muito imoral e mulherengo. Nesta época, ao orar dizia: “Senhor dá-me continência e castidade, mas não hoje”.
A busca pelo conhecimento
A leitura do Hortensius, de Cícero, o despertou para a filosofia. Por esta época aderiu ao Maniqueísmo, do qual falaremos adiante.
Em 383, desiludido com o Maniqueísmo, aproximou-se temporariamente do Ceticismo. Depois de ter ensinado retórica em Cartago e Roma, em 384 foi nomeado professor em Milão, onde, entrou em contato com Ambrósio, bispo desta cidade.
A conversão
Conta-se que, certo dia, no final do verão de 386, num jardim, numa casa de campo em Milão, na Itália, se encontrava Agostinho assentado num barco. Ao seu lado estava um exemplar das epístolas de Paulo. Mas, ele parecia não estar interessado, pois experimentava uma intensa luta espiritual, uma violenta agitação de coração e mente. Levantando-se do banco, foi para baixo de uma figueira. Ali ouviu a voz de uma criança que dizia “toma e lê, toma e lê”. Quando voltou ao banco e abriu a Bíblia, encontrou a passagem de Rm 13.14,15 . Leu e se converteu ao Cristianismo.
Em 387 foi batizado por Ambrósio e , na volta para Tagasta, perdeu sua mãe, Mônica. Este fato lhe causou grande tristeza.
Renunciou, então, a todos os prazeres, depois de grande luta interior, e retirou-se para Cassiaciacum, perto de Milão, para meditar.
Atraído pelo ideal de recolhimento e ascese, resolveu fundar um Mosteiro em Tagasta. De sua cidade natal dirigiu-se para Hipona, no inicio de 391, onde foi ordenado sacerdote, e quatro anos mais tarde, bispo-coadjutor, passando a titular com a morte do bispo diocesano Valério. 
Mesmo assim, não abriu mão do ideal de vida monástica, fundado nas dependências de sua catedral uma comunidade que foi modelo para muitas outras e um centro de irradiação  religiosa.
O mundo em que viveu
Agostinho viveu num momento crucial da história- a decadência do Império Romano e o fim da Antiguidade Clássica. A poderosa estrutura que, durantes séculos, dominou o mundo, desabou pela desintegração do proletariado interno e pelo ataque externo das tribos bárbaras.
Em 410 foi testemunha da tomada de Roma pelos visigodos de Alarico. E, ao morrer, em 430, presenciou o sitio de Hipona por Gensérico, rei dos vândalos, e a destruição do poderio romano na África do norte. Foi nesse mundo convulsionado por lutas internas que Agostinho exerceu o magistério sacerdotal e escreveu sua obra, de tão decisiva importância na história do pensamento cristão.
O pensamento
Escreveu contra os maniqueus, defendeu as autoridades das escrituras, explicou sobre a criação, abordou a origem do mal, debateu sobre a questão do livre-arbítrio, quando então, se tornou um grande defensor da predestinação.
A maior de suas lutas foi contra o pelagianismo; estes negavam o pecado original e aceitavam o livre-arbítrio afirmando que o homem tem o poder de vencer o pecado. Afirmavam que o homem podia pecar ou não pecar, logo, tinha vontade livre. Agostinho por sua própria experiência, percebeu o erro disso.
As obras
Além dos inúmeros sermões e cartas, das volumosas interpretações da Bíblia, além de obras didáticas, de catequese e de polemicas contra várias heresias de seu tempo (maniqueísmo, donatismo, pelagianismo), deve-se mencionar, entre as mais importantes de Agostinho:
As confissões de Agostinho (400), uma autobiografia espiritual em que faz ato de penitência e celebra a glória de Deus; relata nela sua piedade; “Tu nos fizeste para ti e nosso coração está inquieto enquanto não encontrar em ti descanso”.
De Trinitate (400-416), um tratado filosófico e teológico;
Civitas Dei ou cidade de Deus (413-426), uma justificação de fé cristã e teologia histórica, da qual é considerado o fundador. É uma síntese do pensamento filosófico – teológico e político de Agostinho. É considerada pelos críticos como uma filosofia racional da história.
Escreveu-a quando os bárbaros invadiam e Europa e Roma estava sitiada pelos infiéis.
Posições de Agostinho
Agostinho defendeu a imutabilidade de Deus, o princípio da livre criação, isto é, Deus não criou nada por imposição. Sustentou também, ao contrario dos que criam os maniqueístas, que o diabo não era igual em força de Deus. Deus é o único criador, e superior a qualquer força contraria.
Agostinho combateu com grande capacidade as heresias de seu tempo e exerceu decisiva influência sobre o desenvolvimento cultural do mundo ocidental. É chamado de “Doutor da Graça”, pois, como ninguém, soube compreender os seus efeitos. Na sua grande obra “cidade de Deus”, que gastou 13 anos para escrever, afirma: “Dois amores fundaram, pois, duas cidades, a saber: o amor próprio, levado ao desprezo de si próprio, a celestial”.
Isto resume a sua obra.Como disse alguém, “seu símbolo é um coração”. Em chamas e o olhar voltado para as alturas”.
Agostinho foi um pregador incansável (400 sermões autênticos).Grande estudioso e teólogo, seu pensamento estava centrado em dois pontos essenciais: Deus e destino do homem.
Conclusão
Agostinho foi exemplo de alguém que saiu de uma vida confusa e desregrada, para uma vida de total consagração a Deus. O texto de Romanos 13.13,14, transformou sua vida  cheia de pecados e se revestiu de Cristo, na alimentando a carne. Que essa consagração sirva de exemplo para nós.
Autor: Sérgio Paulo de Lima,
Fonte: Revista Palavra Viva - Boas-Novas de Alegria, Editora Cultura Cristã. Compre esta excelente e trimestral revista em www.cep.org.br 

Igreja na Reforma e a Reforma


Igreja na Reforma e a Reforma
Introdução
Durante muito, os primeiros cristão foram perseguidos e até mortos por causa de Cristo. A situação mudou quando o imperador romano Constantino, 313 d.C., institui uma série de benefícios ao Cristianismo, tais como: isenção de impostos, terras, pagamento dos bispos e ajuda na construção de templos. Poder e dinheiro passaram a influenciar a vida da Igreja, que, em 392 d.C., se fundiu com o Estado, tornando-se a mesma coisa.
Com isso, muitos passaram a fazer parte da “nova religião”, não por convicção e fé, mas por favores e benefícios. Aquela vida comunitária, aquele amor cristão, o partir o pão de casa em casa e o socorrer aos necessitados viraram práticas do passado. O Cristianismo começou a decair moralmente, e seus fiéis não corresponderem à Palavra e à vontade de Deus.
Na Idade Média, quem mandava na Igreja era o Papa. Naquela época, ele tinha plenos poderes para instituir e derrubar reis e reinos: A igreja passou de perseguida a perseguidora, e muitos sofreram nas mãos dessa “Igreja Cristã”. Foi criado o “clero”, que era uma liderança muito mais política que espiritual, e mantinha uma distância enorme do povo. O clero não parecia de forma alguma com o grupo dos apóstolos, que viviam em meio ao povo.
Veja alguns erros que a Igreja neste período:
380 d.C. – Oração pelos mortos
535 d.C. – Instituição das procissões
538 d.C. – Celebração da missa de costa para o povo
757 d.C. – Adoração de imagens
884 d.C. – Canonização de santos
885 d.C. – Adoração da “Virgem Maria”
1022 d.C. – Legalização da penitência por dinheiro
1059 d.C. – Aceitação da transubstanciação dos elementos da Ceia (acreditar que o pão e o vinho se transformam verdadeiramente no corpo e sangue de Cristo, de forma tal, que embora pareça pão e vinho, o que você esta comendo e bebendo é o próprio e real corpo e sangue de Jesus).
1215 d.C. – Adoção da confissão auricular
1470 d.C. – Invenção do rosário
Diante de tantas coisas erradas e corrompidas uma Reforma era urgente.
Quando falamos em reforma logo pensamos em algo que será melhorado. Você não começaria uma reforma em sua casa para que ela ficasse em um estado pior. Foi isso o que aconteceu com a Igreja no período da Reforma Protestante – buscou-se consertar o que estava errado, voltar à Palavra de Deus. A igreja precisava ser restaurada no reto caminho e abandonar os desvios que havia tomado.
Veremos um pouco do que aconteceu naquele período e, principalmente, os importantes ensinos bíblicos resgatados pelos reformadores.
1 – Reforma na Igreja
É preciso entender a Reforma Protestante, não como alguns sugerem, apenas um ato político, em que príncipes e nobres puderam rebelar-se contra o poder dominante da Igreja Católica. A Reforma envolveu, principalmente, a vida espiritual da época. Martinho Lutero era um monge católico que, a partir do estudo das Escrituras, descobriu a verdade de que o justo deveria viver pela fé (Rm 1.17). Transformado por essa verdade da Palavra de Deus, Lutero desejava agora corrigir os erros que encontrava na Igreja Católica.
No dia 31 de outubro de 1517, véspera do “Dia de todos os Santos”, ele afixou suas 95 teses à porta da Igreja do castelo, na cidade alemã de Wittemberg, combatendo principalmente a venda de indulgência praticada pela Igreja. As indulgências eram documentos que, quando comprados, concediam perdão pelos pecados, tanto para vivos, quanto para parentes já mortos.
A igreja Romana reagiu duramente a esse ato de Lutero, mas iniciava-se ali o movimento da Reforma Protestante. Lutero foi excomungado e perseguido pela Igreja Católica, mas contou com o apoio do povo alemão. A verdade da justificação pela fé estava apenas começando a percorrer a Europa.
Sucederam a Lutero outros grandes reformadores, com João Calvino, Melanchton, Zwínglio e Knox. João Calvino pode ser considerado o grande sistematizador da teologia da Reforma com a sua obra: “As institutas da Religião Cristã” (a instituição da religião cristã) -Veja  seção deste site Institutas 
Deus conduziu homens para que a Igreja voltasse à verdade da sua Palavra. Os discípulos de Cristo do período da Reforma deixaram marcas profundas na sociedade e na Igreja. Podemos entender melhor essas marcas estudando as “bandeiras” levantadas pelos reformadores – os Sola’s da reforma.
2 – Os Sola’s da Reforma
A palavra latina Solas significa “somente”. Os reformadores definiram cinco lemas usando essas palavras e suas variações. Vejamos.
A. Sola Scriptura – Somente as Escrituras
A Bíblia era conhecida somente pelos estudiosos da Igreja Católica que a utilizavam como bem entendiam. A Igreja defendia práticas totalmente estranhas à Palavra de Deus ensinado “doutrinas que são preceitos de homens” (Mc 7.7). O movimento da Reforma disse “não” a esse procedimento da Igreja Romana e afirmou Sola Scriptura, ou seja, somente cremos e praticamos o que a Bíblia ensina, somente a Bíblia deve ser a nossa regra de fé e prática.
Os reformadores se empenharam em traduzir a Bíblia para que todas as pessoas tivessem acesso a ela e pudessem julgar os ensinos da Igreja por meio do próprio estudo da Palavra. Muitas vezes não damos o devido valor ao fato de hoje termos a facilidade da Palavra de Deus impressa em nossa própria língua e não a estudamos tanto quanto deveríamos. Lembre-se: devemos ser guiados somente pela Escrituras.
B. Solus Christus – Somente Cristo
Cremos que a Bíblia  é a nossa única regra de fé e prática e, estudando-a, verificamos que Cristo é o tema central das Escrituras. Quando a Palavra de Deus é tomada como regra de vida, obrigatoriamente termos Cristo como centro de nosso viver.
Jesus mesmo afirmou que as Escrituras testificam dele (Jo 5.39). Ao caminhar com os discípulos de Emaús, após ter ressuscitado, Cristo falou sobre o fato de que toda a Escritura testificava dele e que aquelas coisas deveriam acontecer (Lc 24.25-27).
A teologia não pode estar centrada no homem, mas em Cristo. A igreja Romana, jeitosamente, colocava o homem no centro. Eram as necessidades do homem que precisavam ser atendidas e não a vontade de Deus expressa em sua Palavra. Devemos nos lembrar das palavras do apóstolo Paulo aos gálatas: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gl 1.10). Somos servos de Cristo e não de homens. Portanto, somente Cristo.
C. Sola Gratia – Somente a Graça
A Igreja Romana ensinava que a graça de Deus era concedida ao crente à medida em que ele cooperava com ela. Os reformadores se levantaram contra isso afirmando a verdade bíblia de que a graça é imerecida. Em momento algum, mesmo que realizando um ato de extrema bondade aos olhos dos homens, somos dignos de qualquer merecimento da parte de Deus. Afirmar que o homem coopera com a graça de Deus é buscar uma pregação centrada nos homem e não em Deus, “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13). Lembramos, ainda, das palavras de Paulo aos Romanos: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Rm 9.16).
Mesmo no meio evangélico, por vezes, há o equívoco de se pregar uma graça divina submissa à vontade do homem. Dizem os pregadores que, pedindo com insistência, fazendo jejuns, “correntes”, e coisas parecidas, Deus vai responder ao que se está pedindo. Dificilmente se fala sobre a condição miserável do homem em sua natureza pecaminosa e sua necessidade total da maravilhosa graça de Deus. Precisamos urgentemente reafirmar: somente a graça!
D. Sola Fide – Somente pela Fé
A Igreja Romana não negou a necessidade da fé para a salvação. Porém, eles referiam-se a uma fé que, na verdade, era um mero consentimento ao ensino da igreja. Não é essa a fé da qual fala bíblia. Os reformadores demonstraram que a fé que traz a salvação é a confiança na promessa de Deus e Cristo de salvar pecadores.
Somos tornados justo pelo sacrifício perfeito de Cristo, pois somente ele é perfeitamente justo. A justiça de Cristo é imputada a nós pela fé. Não se trata de uma fé, que também seria “cooperativa”, mas da fé que nos é concedida por Deus: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8).
Devemos ter fé, mas é preciso esforço, empenho, pois podemos “cair da graça”, é o que dizem muitas pregações. A palavra de Deus  nos ensina: somente pela fé!
E. Soli Deo Gloria – Somente glória a Deus
“Prega a Escritura é pregar a Cristo; pregar é Cristo é pregar a cruz; pregar a cruz é pregar a graça; pregar a graça é pregar a justificação; pregar a justificação é atribuir o todo da salvação à glória de Deus e responder a essa Boa Nova em grata obediência por meio de nossa vocação no mundo.” (Michael Horton, “Os Sola’s da Reforma” in Reforma Hoje, Editora Cultura Cristã, 1999, pág. 124). Essa frase de Michael Horton resume bem o que representam os sola’s da Reforma. Tudo resulta na glória de Deus. Todas a glória é devida ao seu nome. Deus revelou-se através das Escrituras; enviou seu Filho para morrer no lugar de seus escolhidos; concedendo, somente por sua graça, a salvação pela fé. Os alcançados pela graça divina rendem louvores em espírito e em verdade ao Deus Todo-Poderoso.
Devemos nos perguntar se reconhecemos de fato que somente Deus é digno de adoração. É isso que transparece em nossos cultos? Neles, exalta-se o nome de Deus, ou o “grande” pregador, o pastor que cura, o conjunto musical? Os pregadores, em seus púlpitos, estão preocupados em render glória a Deus por meio de sua pregação ou somente em fornecer mensagens “confortadora” para o rebanho, que sirvam como um momento de “relaxamento” e “descontração”? Devemos ter em mente que toda glória deve ser dada somente a Deus.
Conclusão
A Reforma Protestante foi marcada por homens que decidiram seguir a Jesus, que fizeram de sua vida um testemunho do que Deus pode fazer na vida de qualquer um de nós. Devemos estar dispostos a, assim como aqueles homens, defender as doutrinas principais da bíblia e proclamá-la em alto e bom som.
Que Deus nos conceda ousadia e coragem para anunciarmos a verdade de sua palavra àqueles que estão em caminhos tortuosos.
Autor: Fernando de Almeida
Fonte: Palavra viva - revista – Criação e Redenção, Lição 7,8, pg 25,29-31, editora Cep.

A Igreja da Idade Média - Uma igreja Falsa



A Igreja da Idade Média  - Uma igreja Falsa
Introdução
Começamos o estudo do nosso trimestre analisando a situação da Igreja Católica Apostólica Romana no final da Idade Média.
Esse período, chamado “Baixa Idade Media”, Séculos 14 e 15, foi marcado pelo desanimo intelectual, imoralidade e corrupção da Igreja Romana. Se não fosse por estes dois séculos, hoje a Idade Media não seria lembrada de modo tão negativo. Antes destes séculos, houve muita produção escruta, com o pensamento de Agostinho e Tomas de Aquino; o Cristianismo espalhou-se por todo o mundo e surgiram as Universidades. Mas estes dois séculos que vieram antes da Reforma protestante de Martinho Lutero e João Calvino foram marcados pelo erro. Neste período o povo vivia com medo da Igreja, com fome e explorados economicamente pelos impostos papais. Além disso, o povo não conhecia a Deus, pois não tinha qualquer acesso à sua Palavra. A Bíblia era um livro fechado e os sacerdotes se julgavam donos da revelação de Deus.
Na idade Média o objetivo da Igreja era estabelecer um império de proporções mundiais, tendo a tradição oral e a palavra do papa como únicas autoridades sobre as áreas da vida humana. Um só idioma, deveria ser falado, de forma que a liturgia do culto fosse idêntica em todas as igrejas. O historiador David Schaff diz que, nesta época, exaltava-se o sacerdócio e desprezava-se os direitos dos homens comuns. Enquanto o papa possuía poderes de Imperador, seus sacerdotes e outros clérigos recebiam o status de reis e nobres. Qualquer reação que ameaçasse diminuir a autoridade da Igreja era duramente combatida com excomunhão e censuras[1].
Vejamos quais os principais elementos de total desvio da Palavra de Deus neste período.
1 - A Falsa Autoridade da Igreja
A supremacia papal dizia que o pontífice romano, o papa, era a representação de Deus na terra ou o vigário de Cristo (aquele que assume o lugar de Cristo). Sendo assim, as decisões papais feitas através de decretos ou bulas tinham autoridade maior do que a Escritura.
Salvação naquela época era o mesmo que obediência ao papa. Sendo ele o soberano representante de Deus, não só a Igreja estava sob seu comando, mas também toda a lei civil. O papa Gregório VII defendeu a idéia de que o papa “é o único que deveria ter os pés beijados pelos príncipes”, depor imperadores e absolver ou não os súditos dos impérios de suas obrigações feudais [2]. O chefe da Igreja comandava também a vida comum e a propriedade dos cidadãos de todo o império [3]. A bula papal, anunciada pelo para Bonifácio VII em 1302, chamada de “Unam Sanctam” dizia que, assim “como houve um única arca, guiada por apenas um timoneiro, assim também havia uma única santa, católica e apostólica igreja, presidida por um supremo poder espiritual, o papa, que podia ser julgado apenas por Deus, não pelos homens. Desta forma ele concluiu: “Declararmos, estabelecemos, definimos e pronunciamos que, para a salvação, é necessário que toda criatura humana esteja sujeita ao Pontífice Romana [4]”.
O sistema sacramental era outra grande estratégia da Igreja daquele tempo. Através desse sistema, os sacerdotes recebiam poderes incríveis como, por exemplo, perdoar os pecados do povo e também de conceder ou retirar a vida eterna.
Dessa forma, a Igreja Católica Romana caiu em grande erro. Quando alguém se afasta da Bíblia, pensa que é Deus. Autoridade da Igreja é Jesus Cristo e não há quem possa substituí-lo. Ele, e só ele, é o cabeça da igreja (Ef 1.22; Ef 5.23).
2 - O Falso Poder da Igreja
O papa Inocêncio III organizou a força policial da Igreja. Esta foi a mais terrível estratégia da Igreja. Qualquer divergência contra ela era tratada como se fosse crime, cuja punição não estava reservada apenas neste mundo, com prisões, tortura e morte, mas também no mundo vindouro, onde o insubmisso queimaria no inferno. Esta policia chamava-se Inquisição. O papa poderia também fazer uso do interdito, uma espécie de intervenção da igreja nos reinados do Império, quando o chefe da Igreja assumia o lugar do rei, como aconteceu com o Rei John da Inglaterra em 1213.
Foram muitos os abusos e perseguições nesta época. Seres humanos sem direitos, sem liberdade e sendo terrivelmente explorados e censurados quando á sua liberdade de consciência. A Igreja se afastava da sã doutrina e colocava em seu lugar um falso poder, uma autoridade mágica passa longe dos princípios eternos das Sagradas Escrituras.
Este poder era totalmente falso porque, nas Escrituras, o poder da igreja vem de Cristo e é subordinado à sua autoridade (Mt 28.18). Este poder, de modo algum, pode ser exercido com tirania, mas sim de acordo com a Palavra de Deus e sob a direção do Espírito Santo.
3 – A Falsa Santidade da Igreja
Nas últimas décadas antes da reforma de Martinho Lutero e do Renascimento houve uma aberta demonstração da imoralidade entre os lideres da Igreja. Aqueles que se diziam ocupar o lugar de Deus na terra mergulharam de uma vez por todas na corrupção e na prostituição. Houve quem comparasse os papas desta época aos terríveis imperadores romanos que viveram próximos ao inicio da era cristã e foram reconhecidos pela sensualidade e imoralidade.
Corrompido dessa forma, o poder foi usado para favorecer os oficiais da Igreja e seus parentes. Papas nomeavam sobrinhos e familiares próximos, alguns deles na idade de adolescência, para assumirem bispados e arcebispados por todo o império. Ser líder da Igreja era um grande negocio. Schaff fala um pouco mais sobre a moralidade do clero naquele tempo: “Os cardeais que residiam em Roma não procuravam resguardar as amantes das vistas do público. A paixão do jogo os envolvia na perda e no ganho de somas enormes, em uma só noitada. Os papas assistiam a sujas comédias, representadas no Vaticano. Seus filhos se casavam nas próprias câmaras do Vaticano e os cardeais se misturavam às senhoras que acorriam, como convidadas, às brilhantes diversões que os papas arranjavam” [5].
4 – Uma Igreja Enfraquecida
Todos esses atos de dominação, corrupção e imoralidade acabaram enfraquecendo a igreja. O papa acabou perdendo o respeito e o prestigio das ordens leigas da igreja que estavam submetidas a ele. Em 1309 o centro ou sede da Igreja deixou Roma para se estabelecer em Avignon na França. Durante 68 anos a Cúpula da Igreja foi francesa. Depois, com Gregório XI, a Igreja voltou a Roma. Mas alguns cardeais franceses não se conformaram com a sede do papado em Roma e elegeram um papa para si, que governou a Igreja novamente de Avignon.
Este foi um período da historia que contou com a existência de dois papas. Um em Roma, Clemente VII e outro em Avignon, Urbano VI, na França. Ambos se diziam sucessores do apostolo Pedro. De acordo com o historiador E.E.Cairns, o norte da Itália, grande parte da Germânia (Alemanha), a Escandinávia e a Inglaterra seguiram o papa romano. França, Espanha, Escócia e sul da Itália seguiram o para francês. Esta divisão continuou até o século seguinte [6].
Esse poder dividido contribuiu para o desgaste daquela autoridade pretendida pela Igreja Romana. Com o declínio da autoridade, a Influencia da Igreja no mundo começa a diminuir. Começam a surgir as cidades-estados que se opõem contra a pretensa soberania mundial do papa. As nações começaram a se seara do Santo império Romano e passaram a ser comandadas por um rei, que com seu exercito, protegia seus súditos contra a exploração da Igreja. A Inglaterra e a Boemia foram as primeiras regiões da Europa a se manifestarem contra o domínio papal. Surgiram a partir de então movimentos internos que clamavam por reforma. Dentre esse destacamos os personagens de John Wycliff, na Inglaterra e Jonh Huss na Boêmia.
Esses acontecimentos sucessivos demonstram a presença de Deus na história, abrindo espaço para Reforma de Martinho Lutero, João Calvino e Ulrich Zwinglio. O caminho para renascimento das artes, da ciência e da religião começa a ser trilhado.
Conclusão
Os dois últimos séculos antes da Reforma formaram um verdadeiro período de trevas. Deus, então, preparou homens e mulheres para uma grande transformação de proporções mundiais, cujos efeitos chegam até nós hoje. Tanta imoralidade e perversão acabaram  por propiciar a entrada deste novo movimento. O mundo necessitava de Deus, da sua Palavra e de uma transformação que abrangesse não só a sua vida espiritual, mas também a restauração da dignidade humana. Tudo isso veio com a Reforma do século 16.
Hoje o homem continua necessitando de Deus. É o momento de avaliarmos a missão da Igreja de Cristo e começarmos a produzir frutos que promovam a glória de Deus e resgatem a dignidade humana que está mergulhada no pecado, na corrupção e na violência do mundo atual.
Aplicação
De acordo com [esta lição], que paralelos você  vê entre os séculos 14 e 15 e os de nossos dias?
Nota
[1] - D.S.SCHAFF Nossa Crença e a de nossos Pais São Paulo: Imprensa Metodista, 1964. P.48.
[2] – Timothy GEORGE Teologia dos Reformadores São Paulo: Vida Nova, 1994. P.35
[3] – Nossa Crença e a de Nossos Pais, p. 49.
[4] – Teologia dos Reformadores, p. 35.
[5] – Nossa Crença e a de Nossos Pais, pp. 58-59.
[6] – E.E.CAIRNS  O Cristianismo Através dos Séculos São Paulo: Vida Nova, 1992. P.201.
Autor: Dráusio Piratininga Gonçalves
Fonte: Revista Palavra Viva, lição 01, pg 2-4, Editora Cultura Cristã.

A história da Reforma Protestante e a Contra-Reforma Católica


 A história da Reforma Protestante e a Contra-Reforma Católica
[O que segue abaixo foi retirado do livro didático Caminhos das Civilizações – Da Pré-História aos dias atuais de José Geraldo Vinci de Moraes. O autor escreve a história desprezando o lado espiritual da Reforma Protestante no qual foi à razão fundamental. Embora a reforma envolvesse mudanças sociais e políticas, sabemos que essência dela foi Espiritual. O retorno as Escrituras. Sola Scriptura – Somente as Escrituras, Solus Christus – Somente Cristo,  Sola Gratia – Somente a Graça, Sola Fide – Somente pela Fé, Soli Deo Gloria – Somente glória a Deus.]
Introdução
Já sabemos que a Igreja foi uma poderosa instituição medieval. Mas entre os séculos XI e XIII, ela passou por diversas crises e mudanças, surgindo daí inúmeros movimentos que criticavam seus valores e posturas:
  • As heresias, que contestavam certos dogmas da Igreja Católica e por isso foram duramente perseguidas;
  • As ordens mendicantes, correntes internas que questionavam a preocupação da Igreja com as questões materiais;
  • As reações da própria Igreja para combater esses movimentos, principalmente a reforma gregoriana (do papa Gregório VII, na primeira metade do século XI) e a instituição da Santa Inquisição, no século XIII.[1}
A partir do século XV as críticas à Igreja Católica retornaram, ganhando muitas forças no século XVI. Os conflitos e as diferenças dentro da Igreja tornaram-se tão séria neste século, que acabaram gerando uma cisão na cristandade por meio da Reforma Protestante.
Alguns fatores gerais
No século XV, com as profundas transformações que ocorriam na Europa (a expansão marítima, o renascimento urbano e comercial e o humanismo/Renascimento), os movimentos que questionavam o excessivo comprometimento da Igreja Católica com os problemas mundanos e materiais ganharam mais espaço e força para se desenvolverem.
Dois fatos colaboraram muito para agravar ainda mais a situação da Igreja ao longo dos séculos XV e XVI:
  • A crescente onda de corrupção com a venda de indulgência, relíquias religiosas e cargos eclesiásticos importantes, bem como a concubinagem do clero.
  • E, ao mesmo tempo que o papa (autoridade máxima da Igreja) perdia poder para monarquias nacionais, enfraquecendo-se, cometia abusos políticos, envolvendo-se em acordos e golpes políticos com o objetivo de universalizar sua influência na Europa católica.
A Igreja tornava-se cada vez mais vulnerável tanto no aspecto moral quando no religioso. As insatisfações generalizavam-se por toda a Europa.
A burguesia estava insatisfeita porque seus interesses chocavam-se com as posturas da Igrejas, como, por exemplo, a condenação da usura (lucro proveniente de juros exagerados) e da cobiça (desejo de possuir bens materiais e  poder). Os Estados nacionais (ou o rei)  queriam limitar os poderes temporais da Igreja nas suas fronteiras. O fiel de origem humilde via a Igreja defendo a exploração feudal e não encontrava nela o apoio espiritual de que tanto  precisava naquela época de crise.
No aspecto teórico, o Renascimento foi muito importante, uma vez que, de acordo com sua postura antropocêntrica valorizava o homem e sua individualidade e ainda o espírito critico do intelectual e cientista. Isto contribuiu muito para uma aproximação entre fé e razão e para a revisão de atitudes religiosas, como a idéia de que a interlocução com Deus poderia ser individual, sem a mediação do clero; ou ainda que a interpretação da Bíblia deveria ser livre e pessoal.
Gradativamente, forma sendo criadas na Europa condições para o surgimento de religiões mais adaptadas ao espírito capitalista.
Nesse quadro de insatisfações surgiram os primeiros reformistas [também chamados de pré-reformadores]: o inglês John Wycliffe, professor da Universidade de Oxford, já defendia (entre o final do século XIV e o início do XVI) a livre interpretação da Bíblia, o fim dos impostos clericais e questionava a existência da hierarquia eclesiástica.
O tcheco John Huss, professor da Universidade de Praga, foi um seguidor das idéias de John Wycliffe. Ele defendia, nessa mesma época, a utilização das línguas nacionais nos cultos religiosos, em vez do latim; chegou até a traduzir a Bíblia para seu idioma, o que era um sacrilégio. Foi condenado pela Igreja em 1417 e morto na fogueira.
Essas primeiras iniciativas não tiveram muita repercussão, ficando restrita às igrejas de seus países, o que não ocorreu com os reformadores seguintes.
A Reforma Protestante na Alemanha
No século XVI a Alemanha não existia como a conhecemos hoje; ela fazia parte de um império mais extenso, o Sacro Império Romano-Germânico. O Império estava divido em diversas regiões independentes, os principados. Logo, o poder estava descentralizado nas mãos dos príncipes (a centralização do Estado alemão só viria a  ocorrer no século XIX), que comandavam todas as ações na sua região.
O Sacro Império e a Igreja Católica disputavam o poder na região, produzindo alguns conflitos. Grande proprietária de terras, a Igreja alemã continuava vinculada ao mundo feudal, explorando os camponeses e impedindo o desenvolvimento do comércio e, conseqüentemente, da burguesia. Além disso, em razão da sua grande força nas questões temporais, a corrupção e a decadência moral da Igreja assumiam grandes proporções na Alemanha. A sociedade, de maneira geral, a via de forma muito negativa.
Por isso, em outro de 1517, o monge agostiniano (portanto, membro da Igreja Católica) e professor universitário Martinho Lutero (1483 – 1546) afixou na porta da catedral de Wittenberg 95 teses e que denunciava e protestava contra a venda de indulgências.
O papa, na época Leão X, exigiu sua retratação, o que não ocorreu, prolongando o conflito por cerca de três anos. Finalmente, em 1520, Lutero foi excomungado pelo papa. Para demonstrar sua insatisfação, ele queimou em público a bula papal que o condenava. Em virtude de sua radicalidade, Lutero foi proscrito do Império. No entanto, o príncipe Frederico da Saxônia o acolheu em seu castelo.Protegido no castelo, Martinho Lutero traduziu a Bíblia do latim para o alemão (o que era proibido na Época [pela Igreja Católica]).
Teologia de Lutero
Melachton, discípulo de Lutero, escreve a teologia de Martinho Lutero na Confissão de Augsburgo. Leia aqui esta confissão.
Veja também excelente artigo do Rev. Ewerton B. Tokashiki sobre a
A difusão da Reforma e as lutas religiosas
As idéias da Reforma Luterana espalharam-se pelo Sacro império Romano-Germânico e provocaram diversos conflitos sociais, políticos e religiosos.
Alguns nobres, por exemplo, apropriaram-se de terras da Igreja, pela conversão ao luteranismo. De outro lado, de forma violenta, vários nobres decadentes atacaram, em 1522 e 1523, principados católicos (a Revolta dos Cavaleiros) par se apoderarem de suas riquezas. Houve reação dos católicos, que impediram e esmagaram a revolta.
Esses conflitos armados motivaram a organização de camponeses e trabalhadores urbanos envolvidos na Revolta dos Cavaleiros. Liberados pelo sacerdote luterano Thomas Munzer, esse movimento foi profundamente influenciado pelo anabatismo.
O anabatismo era um corrente reformista mais radical; rejeitava qualquer sacerdócio, já que Deus se comunicava diretamente com os eleitos, combatia a riqueza, a miséria e a propriedade privada e pregava a igualdade social. Por causa desses princípios, o anabatismo era muito divulgado entre a população mais pobre e deu um tom revolucionário às revoltas.
Temendo p desenvolvimento das revoltas populares, nobres e burgueses, católicos e luteranos (com a concordância de Lutero) uniram-se pra combater o inimigo comum. Em 1525 um grande exército marchou contra os revoltosos, eliminando cerca de cem mil pessoas e decapitando o líder Thomas Munzer.
Após o fim das revoltas populares, as nobrezas católicas e luterana voltaram a se enfrentar, lutando por terras e poder. O imperador Carlos V, fiel à Igreja, procurou pôr fim às agitações convocando, em 1530, a Dieta de Augsburgo (uma espécie de assembléia de nobres) para discutir os conflitos. Ele tentava conciliar as posições de reformistas e católicos. Mas os luteranos, através de Melachton, discípulo de Lutero, reafirmaram suas posições na Confissão de Augsburgo , e as lutas reiniciaram.
A nobreza luterana organizou uma Liga militar (Liga de Esmalcalda), para combater os exércitos imperiais. As lutas estenderam-se até 1555, quando foi assinada, pelo novo imperador Fernando I, a paz em Augsburgo. Este tratado de paz reconheceu a divisão religiosa da Alemanha e determinou que o povo da cada principado deveria seguir a religião de seu príncipe.
Com o fortalecimento de luteranismo na Alemanha, ele começou a influenciar os paises escandinavos (Suécia, Dinamarca e Noruega). Todos os reis dessa região se converteram à Reforma Protestante, determinando o fim da influencia católica nesses paises.
A Reforma Protestante na Europa
O Calvinismo
Na França, antes da forte influência luterana, alguns humanistas haviam tentado realizar uma reforma religiosa mais pacífica, mas não alcançaram nenhum sucesso. O catolicismo na França era bastante forte e tinha o apoio da monarquia.
As idéias de Lutero continuavam se espalhando pela Europa. Na França, um estudioso das artes liberais e de Direito chamado João Calvino (1509 – 1564) aderiu à reforma pregada por Lutero. O reformismo Luterano ganhou certa radicalidade nas concepções da Calvino:
  • O homem, um pecador, só podia ser salvar pela fé (Ef 2.1, 8). [Depravação total - Todos os homens nascem totalmente depravados, incapazes de se salvar ou de escolher o bem em questões espirituais.]
  • Deus é transcendente (superior, acima do mundo real) e incompreensível; Ele só revelou aquilo que quis revelar através das Escrituras. [Soberania de Deus - Spurgeon (1834-1892) enfatiza corretamente: “Deus é independente de tudo e de todos. Ele age de acordo com Sua própria vontade. Quando Ele diz: ‘eu farei’, o que quer que diga será feito. Deus é soberano, e Sua vontade, não a vontade do homem, será feita”. Deus se apresenta nas escrituras como todo-poderoso (onipotente), com capacidade para fazer todas as coisas conforme sua vontade (SI 115:3; 135:6; Is 46:10; Dn 4:35; Ef 1:11) [a]]
  • A predestinação divina absoluta já destinava o futuro do homem à salvação ou à condenação. [A doutrina da Predestinação - Deus escolheu dentre todos os seres humanos decaídos um grande número de pecadores por graça pura, sem levar em conta qualquer mérito.]
Perseguido, Calvino refugiou-se na cidade suíça de Genebra, 1536 [b]. A Suíça era um país onde as idéias reformistas luteranas já tinham alguma força devido à pregação de Úlrico Zwinglio (1484-1531).
Apoiado pela burguesia local. Calvino desenvolveu suas idéias e deu um novo vigor militante ao reformismo. Ele pregava a valorização do trabalho (veja artigo de Hermisten M. P. Costa sobre A Reforma e o Trabalho); não condenava o empréstimo de           dinheiros a juros, como a Igreja Católica fazia.
Por isso, Calvino acumulou força política e assumiu o governo da cidade. Governando como [autoridade], sua administração impôs rígidos costumes morais: proibindo o jogo de cartas, a dança e o teatro.
Como suas idéias iam diretamente ao encontro das necessidades burguesas de acúmulo de capital (veja artigo Calvinismo e Capitalismo: Qual é Mesmo a Sua Relação? [d]) e de valorização do trabalho, o calvinismo se espalhou rapidamente pela Europa.  Na Escócia foi organizada a Igreja Presbiteriana (leia sobre John Knox e também John Knox: O Reformador da Escócia ); no norte dos Paises Baixos (Holanda), originou-se o movimento dos puritanos, que se difundiu para a Inglaterra e para a França. (na França os Calvinistas eram chamados de huguenotes, na Inglaterra de puritanos). [O presbiterianismo (igreja Calvinistas) foi levado da Escócia para a Inglaterra; de lá, para os Estados Unidos da América. Em 1726 teve início um grande despertamento espiritual nos Estados Unidos. Este despertamento levou os presbiterianos a se interessarem por missões estrangeiras. Missionários foram enviados para vários países, inclusive o Brasil. No dia 12 de agosto de 1859 chegou ao nosso país o primeiro missionário presbiteriano: Ashbel Green Simonton. Este foi fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil www.ipb.org.br.] Leia a História do Presbiterianismo e sua confissão de Fé - Westminster.
Sobre Calvino
Ele viveu cinqüenta e quatro anos, dez meses, e dezessete dias, e dedicou metade de sua vida ao sagrado ministério. Ele tinha estatura mediana; a aparência sombria e pálida; os olhos eram brilhante até mesmo na morte, expressando a agudez da sua compreensão. Theodore Beza
Eu poderia feliz e proveitosamente assentar-me e passar o resto de minha vida somente com Calvino.
Carta de Karl Barth ao amigo Eduard Thurneysen, escrita em 8 de junho de 1922.
Calvino, falando das diversas calúnias que levantavam contra ele, partindo, inclusive, de falsos irmãos, diz: Só porque afirmo e mantenho que o mundo é dirigido e governado pela secreta providência de Deus, uma multidão de homens presunçosos se ergue contra mim alegando que apresento Deus como sendo o autor do pecado. [...] Outros tudo fazem para destruir o eterno propósito divino da predestinação, pelo qual Deus distingue entre os réprobos e os eleitos.
O que nos chama a atenção na aproximação bíblica de Calvino é, primeiramente, o seu amplo e em geral preciso conhecimento dos clássicos da exegese bíblica, os quais cita com abundância, especialmente Crisóstomo, Agostinho e Bernardo de Claraval. Outro aspecto é o domínio de algumas das principais obras dos teólogos protestantes contemporâneos, tais como Melanchton – a quem considerava um homem de “incomparável conhecimento nos mais elevados ramos da literatura, profunda piedade e outros dons [e que por isso] merece ser recordado por todas as épocas" –, Bucer e Bullinger. Contudo, o mais fascinante é o fato de que ele, mesmo se valendo dos clássicos – o que, aliás, nunca escondeu –, conseguiu seguir um caminho por vezes diferente, buscando na própria Escritura o sentido específico do texto: a Escritura interpretando-se a si mesma. [c]
Acesse seção João Calvino do site www.teologiacalvinista.com
O anglicanismo
A Reforma na Inglaterra tomou um caráter bem original.
A igreja católica, ao mesmo tempo que era muito rica em terras, dependia da proteção do Estado. Henrique VIII, rei da Inglaterra, condenou, a principio, o ideário luterano e perseguiu seus seguidores, sendo condenando pela igreja como “Defensor da Fé”.
Por outro lado, o rei pretendia assumir as terras e as riquezas da igreja católica e, ao mesmo tempo, enfraquecer sua influência.
A justificativa para concretizar o cisma foi a recusa do papa em dissolver o casamento de Henrique VIII com Catarina de Aragão, que não podia lhe dar um filho herdeiro (o que criaria problemas políticos de hereditariedade do Reino). O rei não recuou diante da recusa da Igreja e casou-se novamente com Ana Bolena, sendo excomungado. Henrique VIII repetiria o ato, de  acordo com seus interesses políticos, casando-se seis vezes.
O rompimento oficial deu-se em 1534, quando o Parlamento inglês aprovou o Ato de Supremacia, que colocava a Igreja sob a autoridade do rei. As propriedades da Igreja Católica passaram às mãos do rei e da nobreza. Todos os dogmas da Igreja Católica forma mantidos, exceto a autoridade papal, que devia se submeter à do rei. Nasci, assim, a Igreja Anglicana, gerando insatisfação entre católicos e protestantes. Portanto, as razões da separação entre o Estado e a Igreja não eram religiosos, mas políticos e econômicas.
Após a morte de Henrique VIII, assumiu o trono seu filho Eduardo VI, assumiu o trono seu filho Eduardo VI, que morreu logo em seguida, ainda criança. Ele foi sucedido por Maria Tudor, filha da Catarina de Aragão; católica, perseguiu os protestantes durante todo seu reinado (1547 – 1558), gerando inúmeros conflitos político-religiosos.
Nesse clima tenso assumiu o trono Elizabeth I, filha de Henrique VIII com Ana Bolena. Nesse período (1558-1603), a Inglaterra alcançou a paz religiosa, e o anglicanismo ganhou uma face mais definida, misturando elementos do ritual católico com os princípios da fé calvinista.
Trinta e nove artigos da Igreja da Inglaterra (1563)
Em 1552, o arcebispo de Cantebury, Thomas Cranmer, elaborou com outros clérigos Quarenta e Dois Artigos da Religião; após minuciosa revisão, foram publicados em 1553 sob a autoridade do rei da Inglaterra, Eduardo VI. Mais tarde, esses Artigos foram revistos e reduzidos a 39 pelo arcebispo de Cantebury, Matthew Parker (1504-1575), e outros bispos. Esse trabalho de revisão e redução foi ratificado pelas duas Casas de Convocação, sendo os Trinta e nove artigos publicados por autoridade do rei em 1563. Em 1571, tornou-se obrigatória a subscrição desses Artigos por todos os ministros ingleses.     Os Trinta e nove artigos e o Livro de oração comum (1549) são os símbolos de fé da Igreja da Inglaterra e, com algumas alterações, das demais igrejas da Comunhão Anglicana. Leia a Confissão de Fé da Igreja da Inglaterra
A Contra-Reforma Católica
A Reforma Protestante implicou mudanças sócias e políticas em toda a Europa. Com a crise da Igreja Católica romana, a maioria das populações do centro e do norte da Europa convertia-se ao protestantismo, principalmente porque ele se ajustava melhor ao universo do capitalismo em evolução[e]. Isso causou imediatamente sérios problemas políticos, levando ao conflito violento os adeptos das duas religiões e ao confronto os Estados católicos e protestantes.
A Igreja católica romana cada vez mais perdia espaços no quadro geopolítico europeu, além de sofrer pesadas perdas de fiéis. Procurando impedir o avanço da Reforma Protestante, ela realizou sua própria reforma nos padrões mais tradicionais do catolicismo, também conhecida como a Contra-Reforma.
A Igreja católica tentaria combater o protestantismo e restaurar a hegemonia do catolicismo por meio de doutrina e força. Para alcançar tal objetivo a Igreja precisou tomar algumas atitudes:
  • A reativação da Inquisição, ou Tribunal do Santo Ofício. A Inquisição foi criada no século XIII para julgar e punir os hereges. Ela reassumiu esse papel, no século XVI, e obteve muita força nas monarquias católicas de Portugal e Espanha, que usaram a Inquisição para perseguir principalmente os judeus; estes transferiram-se em grande número para os Paises Baixos ou se converteram (os cristãos novos).
  • A criação da Companhia de Jesus, em 1534, por Inácio de Loyola, com o objetivo de divulgar o catolicismo, principalmente por meio da educação. Organizados em moldes quase militantes, os jesuítas foram muito importantes para a defesa do catolicismo e sua propagação na América e na África. Nesses dois continentes recém-colonizados eles conseguiram um grande espaço para o catolicismo pela educação e catequização dos indígenas (é o caso de lembrar aqui dois destacados  jesuítas na catequização dos índios brasileiros, José de Anchieta e Manoel da Nóbrega).
No campo doutrinário, o papa Paulo III organizou o Concílio de Trento (1545 – 1563) para definir quais as novas posturas católicas. De forma geral, todos os dogmas e sacramentos condenados pelos protestantes foram reafirmados nesse Concílio.
  • Foi criado o Índice de Livros Proibidos (Index Librorum Prohibitorum), em 1564. Tratava-se de uma lista de livros proibidos elaborada pelo Tribunal do Santo Ofício. Toda obra impressa deveria passar pela análise do Tribunal, que o “recomendava” ou não aos católicos. Na realidade a Igreja estava censurando obras artísticas, cientificas, Filosóficas e teologias. Um cientista que teve suas obras reprovadas foi Galileu Galilei.
  • Foi reafirmada a infalibilidade do papa, defendendo sua autoridade sobre todos os católicos.
  • As obras e sacramentos foram mantidos com fundamentais para a salvação da alma.
  • Foram criados seminários para formação intelectual e religioso dos padres.
  • Foi proibida a venda de indulgência e relíquias eclesiásticas.
  • Foi mantido o celibato clerical (proibição do casamento de padres e freiras).
Como se vê, a Contra-Reforma mantinha-se dentro da tradição. Tal postura acabou produzindo intolerância religiosa de ambos os lados, acirrando os conflitos entre católicos e protestantes por toda a Europa.
Nota:
[1] colar aqui parte do cap 14, und 3
Nota do editor do site:
[a] Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa, Fundamentos da Teologia Reformada, Editora Mundo Cristão.
[b] Em 1536 João Calvino escreve a obra prima da Reforma protestante chamado Institutio christianae religionis (Instituição da Religião Cristã) onde ele faz uma suma da fé reformada calvinista. Leia esta obra na seção Institutas.
[c] Hermisten Maia Pereira da Costa,  Coleção Pensadores cristãos - Calvino de A a Z, Editora Vida,
[d] Leia também o seguinte artigo A “Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” de Franklin Ferreira
[e] Contrário à descrição do autor, neste todos se tornavam reformados por esta razão, mas muitos se converterão por obra do Espírito Santo. Por primeiramente a Reforma era espiritual. O retorno as Escrituras. Leia excelente estudo: As doutrinas dos cinco solas da Reforma: Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia, Sola Fide e Soli Deo Gloria
Autor: José Geraldo Vinci de Moraes
Fonte: Caminhos das Civilizações – Da Pré-História aos dias atuais / José Geraldo Vinci de Moraes. – São Paulo : Atual, 1993. pg. 173-180.
Adaptado por Nilson Mascolli Filho com textos entre chaves e tabela acrescentados e links.

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